Sempre
escuto dizer que deixamos de aprender aos cinco anos de idade, mas não tenho
provas de que isto seja verdade. Pare e reflita sobre isto. Desde os seus cinco
anos de idade até agora, quantas coisas fúteis você aprendeu, sem falar nas
úteis? Os seres humanos têm uma incrível capacidade de aprender. Estou
convencido, e vou convencê-lo – de uma maneira ou de outra – de que você
ainda é uma máquina de aprender novas coisas. O lado positivo desta história
é que você é capaz de aprender de maneira incrível e rápida. O lado
negativo é que você pode aprender tanto coisas úteis quanto inúteis.
Qual
dos presentes é atormentado por seus próprios pensamentos? Você diz a si
mesmo: 'Gostaria de tirar tal coisa da minha cabeça'. Mas o mais incrível é
que, para começo de conversa, você tenha colocado tal coisa em sua cabeça! O
cérebro humano é realmente fantástico. O que ele leva a pessoa a fazer é absolutamente incrível. O problema não é que o cérebro não
consiga aprender, como nos tem sido dito com freqüência. O grande problema é
que ele aprende rápido e bem demais. Pense no caso da fobia, por exemplo. É
impressionante que as pessoas consigam lembrar-se de ficarem aterrorizadas cada
vez que vêem uma aranha. Nunca encontramos uma pessoa fóbica que olha para uma
aranha e diz: 'Droga, esqueci de ter medo'. Existe alguma coisa que você deseje
aprender de uma maneira tão profunda? Quando se olha por este prisma, uma fobia
é um tremendo sucesso em termos de aprendizagem. E, ao analisarmos o histórico
da pessoa fóbica, veremos que se trata de aprendizado instantâneo: foi necessário
apenas uma única experiência para que ela aprendesse algo de que vai
lembrar-se pelo resto da vida.
(...)
Você é capaz de aprender mais rápido do que um computador. O que precisamos
é saber mais a respeito da experiência subjetiva do processo de aprendizagem,
para que possamos administrar o que aprendemos, e ter maior controle sobre a
nossa experiência e sobre o que aprendemos.