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você chegou até esta página sem ler a Advertência, por favor, leia-a.
Como você restringe sua
própria liberdade - e como conquistá-la
Se você não se sente livre, a responsabilidade pode
estar sendo sua
Você tem
ou pode ter vários tipos de liberdade: de pensar, de se mover, de falar,
de fazer escolhas
variadas. Mas talvez você ainda se sinta como tendo pouca liberdade, e gaste
boa parte de seu tempo para aumentá-la ou lutando por ela. Queremos mostrar
aqui algumas coisas que você pode estar fazendo ou deixando de fazer e que
acabam por restringir a sua própria liberdade e opções para lidar com
a questão.
Vamos
falar aqui de possibilidades; você é a única pessoa que pode determinar o que se aplica
a si mesmo.
Liberdade
interior
Primeiro, é útil distinguir entre liberdade externa e
interior. Se você está
lendo isto, certamente tem liberdade externa, como liberdade para caminhar e para decidir em que site você navegará ou o que lerá. Mas pode
estar ocorrendo que você tenha todo tipo de liberdade externa mas não se sente, em algum grau, como tendo liberdade
interior: pode estar em conflito, pode não se
permitir certas coisas, pode não pensar tão livremente como gostaria. Nós estamos falando aqui é sobre liberdade interna, de pensar, sentir, decidir.
Algumas formas de se tirar a
própria liberdade
Uma das maneiras pelas quais você pode restringir sua liberdade interior é decidindo por
antecipação. Toda vez que você toma uma decisão que afeta o futuro você está se
restringindo. Por exemplo, uma amiga "quase" foi enganada por dois
vigaristas com um golpe de bilhete de loteria, e depois disse: "Nunca mais
ajudo ninguém". Essa decisão afeta virtualmente todo o
futuro dela, em particular se tiver uma emoção forte associada.
Se ela tiver uma intenção ou necessidade de ajudar alguém no futuro,
essa decisão vai estar lá, possivelmente criando um conflito e
restringindo a liberdade de escolha (claro que ela poderá sempre
redecidir).
Outro modo de diminuir a liberdade interna é
escolher e alimentar valores, regras
e permissões. Estes são padrões de comportamentos desejados ou indesejados que nós escolhemos e usamos para guiar nosso comportamento, como
“Sou fiel”, “Não devo fumar”, “Não aceito ofensas”, “Eu só compro carros da marca tal”
e, como ouvi neste dia em que escrevo, "Só como arroz com feijão". Valores e regras em geral direcionam, reduzem ou
limitam as opções de ação. Em particular, valores e regras expressos no
presente ("sou", "compro") de fato implicam em atemporalidade e
se aplicam a qualquer tempo, podendo induzir efeitos
permanentes.
Um terceiro caminho para reduzir a própria liberdade é por meio de alimentar certas crenças e convicções
sobre sua identidade e sua capacidade. O que a pessoa acredita que é define
ou inibe possibilidades de ação: se alguém "é" ladrão, é natural para essa pessoa
direcionar-se para roubar. Se você acreditar que é tímido, esta convicção determinará para você que certos comportamentos não são permitidos, como
aqueles mais extrovertidos. E se alguém acredita que é "burro", talvez nem tente achar soluções para certos problemas só por causa dessa crença.
Em
particular, a falta de consciência do papel de
cada pessoa como agente de mudanças no mundo, na forma de uma
descrença de que pode mudar as coisas ou crença de que não pode
mudá-las, faz uma diferença significativa na liberdade que alguém
acredita que tem. Isso
gera uma expectativa de que o futuro está predeterminado ou que a pessoa não
influi nele, e que não importa o que faça, pouco ou nada vai mudar. É como seguir num rio a favor da corrente, em uma
canoa sem remos e sem leme. O mundo será o mesmo, a vida será a mesma, a chatice será a mesma, está tudo previsto.
Um
fator relevante na sua liberdade está relacionado aos hábitos.
Um hábito é criado pela repetição de comportamentos em condições
semelhantes. Por exemplo, você acorda, espreguiça, levanta, calça o
chinelo, vai ao banheiro, faz café. No outro dia a mesma coisa. Após
algum tempo, há uma tendência a repetir a seqüência, até que há a
acomodação e cessa a escolha. É por isso que alguém disse:
"Primeiro você faz o hábito, depois o hábito te faz". Quanto
mais hábitos, menos escolha, e quanto menos escolha, menos liberdade.
Esses
são os hábitos comportamentais; menos notados na nossa cultura são os
hábitos perceptivos e os cognitivos. Exemplos de hábitos perceptivos: se
olha o céu à noite, nota sempre a lua e as nuvens; se olha o rosto de
uma pessoa, nota sempre os olhos, se azuis, e os dentes, se ela for
dentuça. Já os hábitos cognitivos são padrões de interpretação: uma
criança gritando é sempre uma "chata", alguém com uma certa
pose é sempre "metido" e se alguém erra é "burro".
A existência de muitos hábitos indica que você
pode ter usado a liberdade que teve para
restringir a sua própria liberdade de agora!
Agravantes
Outros fatores podem agir com os já mencionados
para agravar a sua falta de liberdade interior. Um deles é o grau de
generalização com que você pensa e escolhe. Uma pessoa
pode achar que é burra, mas em que? Todo o tempo? Em tudo? Se você determinar que “Eu não matarei” e “Eu manterei minha casa limpa”,
e você acha uma barata na cozinha, isto pode causar um conflito, que não teria
acontecido se você tivesse escolhido que “Eu não devo matar seres humanos, e
só matarei animais quando eles puderem causar dano a seres humanos”.
O
grau de generalização alto empobrece os mapas internos que usamos para
nos guiar. Mapas mais pobres equivalem a pobreza de opções de ação, e quanto menos
opções, menor a percepção de liberdade.
O uso inadequado da linguagem pode contribuir
para agravar o problema. Palavras e frases direcionam nossa atenção para
certos aspectos em detrimento de outros. Por exemplo, se digo "Estou
frito!", enfatizo conseqüências negativas de uma situação e estou
possivelmente esquecendo que poderia aprender algo com ela e que é
possível ter alguma conseqüência positiva como decorrência. Se
restringimos os pontos de vista com que percebemos uma situação, as
opções de ação também são reduzidas.
Quando os elementos ou processos
de pensamento e decisão estão inconscientes (talvez você apenas
reaja ou sinta, sem ver nem ouvir o que está acontecendo lá dentro), pode ter alguma dificuldade em elaborar alternativas de ação.
E se você se programou com crenças ou valores limitantes ou conflitantes
quando era criança ou depois, isto não importa, na medida em que os processos internos estejam atuando
agora.
Um
outro agravante é não se perceber a liberdade que
se tem. Há pessoas que enfocam e dão importância somente ao que
as prende. Simplesmente não notam, e portanto não usufruem e talvez nem
exerçam.
Como expandir sua liberdade
Você
não perdeu sua liberdade interior a partir de um acontecimento ou em um
dia. Na verdade, essa situação foi construída passo a passo, decisão a
decisão, comportamento a comportamento, momento-a-momento. Para mudar essa situação, é melhor não criar expectativas
irreais de atingir esse objetivo na próxima segunda-feira. Essa conquista
será resultado de um trabalho direcionado e regular. A base disso
inclui: enriquecer sua compreensão, perceber as liberdades que se
tem, aperfeiçoar crenças sobre si mesmo, as pessoas e o mundo, trabalhar a geração de opções antes da escolha
e estar presente.
Enriquecer
a compreensão - O que significa "liberdade" para você?
É poder fazer o que quer, sem restrições? É ir contra algo ou alguém?
Uma boa liberdade tem significados mais ricos. Por exemplo, uma casa é
algo que propicia certas liberdades, mas também inibe outras . O mesmo com
um automóvel (por exemplo, seu corpo fica preso ao banco). A boa definição de liberdade deve incluir outras
noções.
A
primeira idéia que deve estar associada á liberdade é a de conseqüência.
Tudo que escolhemos fazer provoca efeitos em nós, nos outros e no mundo.
Se você diz ou não bom-dia, se dá um sorriso ou não, a forma como faz
essas coisas, cada ação faz alguma diferença para você ou para
alguém, com efeitos imediatos ou a curto, médio ou longo prazos.
A
segunda noção é de responsabilidade. Somos responsáveis pelas
conseqüências do que fazemos ou deixamos de fazer. Um exemplo drástico
é do filme Homem-Aranha; este deixa um assaltante fugir em represália
por não ter recebido um pagamento, e o assaltante em seguida rouba e mata
seu tio.
Um
outro aspecto que deve fazer parte do significado de liberdade é o outro.
Sua liberdade depende de quem está próximo. Se isso for ignorado, vão
ocorrer inevitáveis choques. Um entendimento de liberdade que integre e
equilibre intenções pessoais com as de outras pessoas funcionará
melhor. Sobre isso, veja O Princípio do Equilíbrio.
Outra
compreensão útil é de que decidir por antecipação pode ser
interessante e até vital. É essencial, por exemplo, para
planejar uma viagem. Para se casar você decide que ficará com uma pessoa por muito tempo. Valores e regras também costumam ser muito úteis. Que tal ter um
valor do tipo “Eu não devo matar pessoas”? E que tal ter uma convicção sobre si mesmo como “Eu sou capaz de achar soluções para qualquer
problema”? Então o problema não é com pré-decisões, valores ou
crenças, mas quais
são e como são aplicados.
Em
síntese, liberdade irrestrita não faz sentido prático, seu significado
será sempre associado a limites, estará dentro de um ou mais
contextos: liberdade no contexto de uma casa, liberdade no contexto de
um carro, liberdade no contexto de um relacionamento, liberdade no
contexto de uma instituição ou empresa, liberdade no contexto dos meus
valores, liberdade no contexto da situação atual, liberdade no contexto
das decisões já tomadas, liberdade no contexto de termos um corpo e
possíveis combinações. Você pode pensar também com o enfoque das liberdades
permitidas
pelo contexto.
Em
alguns casos, você terá a liberdade que construir e conquistar,
como no caso de relacionamentos: a liberdade que você tem com alguém depende
das características individuais, das experiências vividas, das permissões
desenvolvidas em conjunto, da profundidade dos vínculos, dos feedbacks
dados mutuamente.
Assim
como o significado de liberdade pode ser aperfeiçoado, a linguagem
propicia outras oportunidades de melhoria. Por exemplo, uma pessoa que é capaz de dizer que é
"burra", então
não é tão burra, já que pode dizê-lo. Pense em quantas capacidades e conhecimentos são
necessários para isto: fala,
coordenação motora, significado de
palavras, estrutura sintática, memorização e lembrança, reconhecimento de padrões (já que
certamente ninguém se julga burro por uma só experiência). Se esta pessoa acreditar que é burra sem nenhuma contextualização e nenhum detalhe, isto
pode afetar uma parte enorme de suas decisões. Isto se aplica a decisões, valores,
crenças e cada coisa que você usar linguagem para expressar.
A pessoa acima podia ter decidido: “Eu nunca sairei com Fulano novamente enquanto ele estiver com aqueles cabelos compridos e sujos” ou “Eu não
sairei com Fulano enquanto ele não demonstrar que não mudou seu hábito de pôr
o dedo no nariz em público”. Você podia ter escolhido que “Não aceitarei ofensas ditas em um tom alto de voz por quem não conheço quando eu estiver com
raiva da pessoa que as disse”. Sobre linguagem, há mais oportunidades de
melhoria do que cabe aqui, considere isto uma introdução, um despertar.
Para
uma melhor compreensão de liberdade, veja também:
Perceber
a liberdade que já tem - Há pessoas que têm tudo e não se
sentem bem, enquanto que outros quase nada têm e são felizes. A origem
disso é que a satisfação com o que se tem não é função do que se
tem, e sim da percepção e valorização do que se tem: um hábito
perceptivo. O mesmo acontece com a liberdade: mesmo que você busque
aumentá-la, se não souber perceber isso, não vai adiantar lutar por
ela. É o que chamo de "síndrome do copo meio vazio". Isto não
é um defeito; a habilidade de perceber o que está errado ou faltando é
muito útil para melhorar a qualidade de projetos, planos, obras e outras
coisas. É mais uma questão de quando e onde aplicar essa habilidade.
Como
reconhecer o que se tem é um hábito perceptivo, você deve cultivá-lo.
Reserve um minuto que seja por dia para buscar a percepção das
liberdades que já tem. Para isso, você pode usar perguntas: Tenho
liberdade de locomoção? Tenho tido liberdade de pensamento? Estou
gerando opções? O que posso já estar usufruindo e não estar
percebendo? Você pode praticar isso também em momentos de espera, como
elevadores e sinais de trânsito.
Pergunte
também: que liberdades posso ter e estou tendo e exercendo agora?
Pode ocorrer que você está tendo mas não usando, e só esqueceu que
tem.
Exercite
sua percepção antes de dedicar-se a buscar expandir sua liberdade, pode
ser que nem seja preciso!
Trabalhar crenças -
Crenças e paradigmas são nossos mapas, e você pode imaginar o que é sair por
aí com mapas distorcidos ou que não são do território em que estamos.
Iniciar um trabalho sobre crenças nem sempre é fácil, porque elas podem
obstruir sua própria evolução, como no caso de alguém que não acredita que
pode se mudar (ou pior, acredita que não pode se mudar). Depois, é como
qualquer outra coisa, se torna fácil quando sabemos como e queremos. Outra
coisa que torna mais fácil mudar crenças é quando você percebe que há
vantagens: mais competência, paz, harmonia, estabilidade, menos sofrimento
subjetivo...
Há
muitas possibilidades para se mudar crenças. A mais básica é uma
atitude de busca e disponibilidade, associada a uma decisão de agir na
direção. Este site tem inúmeras matérias que tratam do tema. Veja por
exemplo:
De
maneira geral, um bom caminho é experimentar as várias estratégias de
auto-intervenção disponíveis no site, construindo crenças com base em
experiências. Se você estiver presente e escolhendo (veja abaixo), pode
até escolher crenças deliberadamente, mesmo que só por hipótese. A
PNL
tem muitos procedimentos para esse propósito, mas vai requerer algum
estudo, sendo possivelmente mais rápido com um treinamento. A essência
desse processo é a instalação da meta-crença (crença sobre crenças)
de que é possível mudar crenças e que você só precisa descobrir como,
estando este "como" disponível em algum lugar, dentro ou fora
de sua mente.
Quanto
à crença de que somos efetivamente agentes de construção da vida e do
mundo, você pode ler O cachorro que mudou o mundo.
Pensar
com opções - A sua estratégia
básica de tomada de decisão afeta sua percepção de liberdade. Há
pessoas que escolhem a primeira alternativa razoável que surge em sua
mente. Outra opção é elaborar múltiplas opções antes de escolher.
Neste
campo, uma possibilidade que poucos parecem ter noção é de criar
opções também no nível de interpretação das percepções. Coisas do
tipo ver de múltiplas perspectivas e pontos de vista e ter múltiplas
descrições de um mesmo evento.
Pode-se
criar opções também no nível perceptivo, que consiste em escolher ao
que você dará atenção. Como podemos criar hábitos perceptivos, que
nos induzem a prestar atenção segundo os mesmos padrões, escolher neste
nível pode ser muito útil para enriquecer os nossos campos de
possibilidades. Por exemplo, se você anda na rua olhando só meio-fios, pessoas,
carros e buracos (visão "útil"), pode passar a incluir também
olhadas no céu e nas árvores ou outras coisas que achar bonitas. Isso é
tão poderoso que certos problemas podem deixar de existir só de você
não prestar mais atenção neles. Um exemplo é uma lembrança
vergonhosa. Note que esquecer algo é apenas uma opção; pode-se também
prestar atenção na lembrança com a intenção, por exemplo, de aprender
ou extrair algum outro proveito. Há casos de depressão que consistem em
um hábito de a atenção da pessoa ficar presa a alguma coisa acontecendo
em sua mente, como um filme sendo repetido, tendo a mesma reação; uma
forma de paralisia mental (veja Depressão - doença ou capacidade?)
Outro
nível de opções é o da estrutura de pensamento, que consiste em usar
modelos ou roteiros para guiar o pensar. O único treinamento que conheço
para isso é o de Edward de Bono (www.edwdebono.com),
em inglês, cujo primeiro módulo já fiz e considerei muito bom. Minha
intenção para o futuro breve é ter o meu próprio treinamento,
aproveitando e melhorando as ferramentas de de Bono e incorporando outras.
Se quiser um exemplo, veja o perfil de
Walt Disney.
Uma ferramenta para organizar o pensamento são os
Mapas
Mentais.
Estar
presente - Os hábitos perceptivos,
cognitivos e comportamentais fazem com que estejamos vivendo em grande
medida uma realidade pré-construída, que se por um lado torna tudo mais
fácil e simples, empobrece a vida tornando-nos estagnados e acomodados em
um viver previsível, sem-graça e improdutivo. Pior, o que somos em
essência fica escondido, porque nossa atenção é jogada para o passado
das lembranças e ressentimentos, para futuros de preocupações e medos
ou para o mundo atemporal da ilusão do ser ou não ser, somente de vez em
quando passando no presente, onde as decisões são tomadas, onde o prazer
é sentido, onde a resolução de problemas é encaminhada, onde o mundo é
verdadeiramente construído. O objetivo aqui é estar cada vez mais
vivendo no momento presente, o agora.
Acordei
para esta possibilidade recentemente, em um treinamento, e estou, por
assim dizer, "aprendendo a andar de bicicleta". O que sugiro a
seguir é minha compreensão até o momento, com certeza há muito mais.
Meu
instrutor resumiu o estar no presente como: "Ao comer, coma; ao
andar, ande; ao escutar, escute". Para mim, também é como estar
dirigindo: a atenção deve estar a maior parte do tempo no espaço e
tempo presentes, com alguns momentos em que se pode dar uma escapada e
olhar a paisagem. Se o ambiente está tranquilo e a via boa, você pode
ficar mais à vontade. Se há muito tráfego e pedestres, mais atenção
é requerída. Continuamente você verifica se o carro está na mão e
ajusta se preciso. De vez em quando você se lembra do destino, para
conferir se está no caminho certo. Também deve prestar atenção às
informações do seu veículo, sejam visuais, sonoras ou as vibrações.
Diante de imprevistos, interpreta o que está acontecendo ou pode
acontecer, elabora alternativas de ação, escolhe e age.
Acredito
que um dos propósitos da meditação é a prática do estar presente. Já
experimentei vários tipos e ainda estou em processo de avaliação, por
isso deixo para você apenas a sugestão da possibilidade.
Conclusão
Você
já teve ter percebido que não há mágica na conquista de liberdade,
esta é o resultado de busca e prática orientada e inteligente.
Mas
liberdade não é tudo na vida, há outras coisas que você quer. E às
vezes, para conseguir algo que quer, tem que deixar de lado outras coisas
que lhe são importantes. Você certamente vai se deparar com escolhas em
que não é possível atender a todos os critérios, e isso aumenta na
medida em que você passa a gerar mais opções em todos os níveis. Se
você se apegar a opções não conciliáveis, é quando terá que fazer
"sacrifícios". Se sua liberdade de escolha estiver bem
trabalhada, estará exercendo a sua liberdade com inteligência e desapego
e poderá simplesmente "tomar decisões". E quando você
escolher ter, dar ou usufruir prazer, o fará com mais intensidade.
Quando escolher fazer algo por alguém, por você mesmo ou ambos, o fará
com mais integridade. Será que há limites? Podemos escolher como pensar?
Será que podemos escolher o que sentir e por quem? Se você descobrir,
conte-nos.