Dilts: Você é um inventor de sucesso, com várias
patentes no campo da eletrônica. Quando você pensa sobre ser criativo,
pensa como sendo um estado específico no qual você entra? Você acha
que acontece de vez em quando por um breve tempo, ou é algo no qual você
trabalha?
Lowell: Em geral é um processo que ocorre
quando eu já tentei organizar e pensar sobre algo o máximo possível.
Em geral é dirigido a resolver um problema específico ou alcançar uma
meta específica. Acho que pode ser um processo lento. Meu melhor
pensamento criativo acontece com freqüência entre 7 e 9 horas, quando
estou deitado de costas na cama. Mas em geral faço muita preparação e
ponho previamente muita informação na minha mente, que deixo digerir
durante a noite, e a maioria das minhas idéias surgem de manhã. Acordo
e estou bem organizado.
Dilts: Há momentos em que você quer ser
criativo, mas descobre que está difícil?
Lowell: Certamente que sim, mas tento não
pensar nisso.
Dilts: Então você se concentra nos seus
sucessos ao invés de suas falhas, o que parece ser uma boa estratégia.
Mas eu gostaria de descobrir como, especificamente, você lida com as
falhas e com estar bloqueado quando tenta ser criativo. Houve algum
momento, digamos, em que você queria fazer algo, achou que tinha toda a
informações, deitou-se na cama e não funcionou?
Lowell: Bem, eu não penso nesse tipo de coisas
como falhas, o que eu tento fazer é categorizá-las como soluções
para problemas que ainda não surgiram. Ocorre várias vezes de você
tentar algo que funciona muito bem para algumas coisas, mas que não vai
resolver os seus problemas. Neste caso você tem que registrar. Talvez
seja uma solução para um problema que virá depois.
Dilts: Então quando algo não funciona, você
pensa nisto como uma solução para algum outro problema que não o que
está trabalhando. Isto é formidável.