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LIDERANÇA & CARREIRA

Problemas? Troque o técnico!

Se as coisas na equipe não andam bem, esta estratégia pode ser útil

VOCÊ SABE PORQUE OS TIMES DE FUTEBOL TROCAM TANTO DE TÉCNICO? 

Porque precisam obter resultados, pois os resultados são o combustível de um time de futebol. E a exigência de resultados, no futebol, é cruel: não basta ser bom, é necessário ser o melhor. A torcida não deixa por menos. 

Nas empresas modernas, há a cobrança cada vez maior pela obtenção de resultados, e de forma cada vez mais rápida. A área de tecnologia em informática, a minha, de uma forma geral tem dificuldade de atender a essas novas exigências. 

O empacotamento de processos operacionais das empresas em sistemas corporativos, com a alocação de recursos humanos organizados como equipes mistas de desenvolvimento/manutenção são, de certa forma, responsáveis por essa dificuldade que temos de ser ágeis no atendimento às demandas. Valorizamos a estabilidade da equipe, o acúmulo de conhecimentos quanto ao aspecto negocial, e normalmente elegemos como líderes pessoas com um grande conhecimento da área de negócios. 

Em nosso modelo, com o passar do tempo, começamos a ficar excessivamente comprometidos com a necessidade de manutenção de programas (diga-se conserto) e melhorias (diga-se adaptação), e não temos como investir em um aprimoramento maior. Nossos sistemas começam a se tornar “Frankensteins” tecnológicos, o tempo se torna cada vez mais insuficiente, os resultados mais lentos e insatisfatórios, a qualidade insuficiente, e assim vamos precisando de mais e mais recursos, e com isso tudo, a relação custo-benefício vai para o espaço. 

Mas e daí? A solução então é trocar o “técnico”? 

Não existem receitas milagrosas, daquelas que curam todos os males. Cada caso é um caso, mas um fato é único: precisamos parar, de vez em quando, para nos conscientizarmos da realidade, questionar paradigmas, e analisar alternativas. De minha parte, costumo usar uma estratégia mental que normalmente me leva a provocar mudanças e a conseguir obter resultados rápidos. Isto se torna ainda mais interessante em um contexto em que estes resultados não estão sendo esperados pela Empresa, neste momento. Podem estar sendo cobrados, mas dificilmente esperados. Trata-se, realmente, de trocar o técnico, só que há um aspecto interessante: o técnico sou eu mesmo. 

Recentemente, passei por uma situação em que me sentia muito pressionado pelos problemas, demandas reprimidas e cobranças. Percebia que a equipe estava no “gargalo”, sem ter como produzir mais, e ainda por cima, havia perdido para o mercado dois dos melhores recursos da equipe. 

Aparentemente, o caos estava instalado. Então, resolvi trocar o técnico. Foi até simples, pois afinal, dependia mais era de mim mesmo. E como isso custa muito pouco, e traz resultados bastante positivos, resolvi compartilhar com vocês o método que uso, para que o experimentem e sintam os resultados que podem obter. Uso de um artifício simples. Abstraio-me da realidade, e gasto algum tempo observando a situação (a equipe trabalhando, o comportamento individual, o contexto, a lista de pendências...) como se eu estivesse chegando agora, e fosse liderar este grupo. Procuro, então, visualizar o atual líder (que sou eu mesmo), analisar seus erros e acertos, tentando entender porque ele (uma pessoa tão inteligente!) se comporta como um cachorro correndo atrás do rabo.

Visualizo, então, o que a Empresa espera desta área, e imagino o que eu, como futuro líder, exigiria para aceitar entrar nessa fria (de administrar essa área). E qual será minha proposta de trabalho e quais os erros que devo evitar, para que eu consiga obter os resultados que a empresa espera, e saia do outro lado com a imagem de líder super competente, e reconhecido por todos. 

Pronto: agora, é colocar a idéia no papel, gastar um pouco de energia revisando-a e planejando exaustivamente os detalhes, e virar a mesa. Quer dizer, trocar o técnico. E que significa, na realidade, mudar completamente a minha postura e minha forma de administrar a área. 

A grande vantagem deste processo é que depende exclusivamente de mim mesmo, e se baseia exclusivamente na quebra de paradigmas e de vícios de trabalho. Além disso, como se trata de mudança radical, e visando um objetivo nobre e corporativo, que é a obtenção de melhores resultados com um menor custo, torna-se fácil negociar uma trégua e até um período de carência com as áreas demandantes. 

E se, de qualquer forma, este método não puder ser aplicado integralmente no seu caso, pelo menos lhe trará uma maior consciência do ambiente e da estrutura de trabalho, e lhe permitirá planejar melhor seus próximos passos. E o que é mais importante: conhecer melhor a forma como a empresa e os outros vêem o seu trabalho. 

Renato Gallo

Gerente de desenvolvimento de sistemas

Brasília/DF

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