Buckminster
Fuller olhava para a escuridão do Lago Michigan, em uma noite solitária
de 1927. Perdera a filha de 4 anos, Alexandra, fora duplamente expulso
de Harvard, perdera sua empresa e estava financeiramente arruinado. Em
estado de depressão suicida, ele se perguntou: "Porque sou um
tamanho fracasso?" Era pular ou pensar, e ele preferiu pensar.
Depois de muito raciocinar, ele concluiu que não tinha o direito de
determinar sozinho o seu valor no universo e que era necessário
entregar o seu destino à sabedoria divina. Pensou: "Tenho fé na
integridade da sabedoria intelectual previdente que podemos chamar
'Deus'... Eu é que sei, ou é Deus quem sabe, se tenho algum valor para
a integridade do universo?" E ouviu uma resposta:
- Você não sabe, e ninguém sabe, mas a fé que você
acabou de definir a partir de sua experiência, impõe o reconhecimento
de saber a priori que você existe. Você não tem o direito de acabar
com a sua vida, você não se pertence. Você pertence ao universo. Você
nunca saberá exatamente o quanto você é importante, mas estará
admitindo esta importância quando se dispuser a converter todas as suas
experiências em algo extremamente vantajoso para os outros. Você e
toda a humanidade estão aqui para o bem da humanidade.
A partir desse episódio, Buckminster desenvolveu uma
grande visão do seu propósito na vida e da sua identidade como pessoa.
Ele se autodenominou "explorador de projetos científicos antecipatórios
de amplo espectro" – sua grande visão e missão. Foi engenheiro,
projetista, arquiteto, escritor, educador, filósofo e poeta. Inventou a
cúpula geodésica, o carro Dymaxion e inúmeras outras inovações,
ficando conhecido no mundo inteiro como um dos principais pensadores e
inventores visionários do século XX. Em 1968, o número de itens
originais publicados relacionados com o trabalho de Fuller já estava
acima de 2100 por ano.