Uma estratégia geral para busca de soluções e
aprofundamento
O que você comeu no café da manhã?
Se você quiser responder, terá que direcionar sua atenção para
o passado por um
momento, para buscar as lembranças necessárias para a resposta. Já
se eu perguntar "Qual sua experiência mais prazerosa no último
mês?", você terá que fazer uma "varredura" de
experiências para conseguir responder. Portanto, uma forma muito
fácil e rápida de provocar e direcionar a mente é fazendo perguntas.
Diante
de um objetivo, você pode disparar uma série de perguntas para
aprofundar-se no tema, nas estratégias e outros aspectos: que
recursos estão disponíveis? Quais posso obter? Como vou saber se
atingi o objetivo? Quem pode me apoiar? Que estratégias posso
usar? Quais as vantagens e desvantagens, riscos, custos e benefícios
de cada uma? Para cada risco, como posso prevenir que ocorra? Se
ocorrer, o que farei? E assim vai.
Como
os antigos oráculos, perguntas vagas recebem respostas vagas, enquanto
que perguntas mais específicas provocarão melhores respostas. As
perguntas mais efetivas serão as que provocam respostas comportamentais,
isto é, algo que possa ser feito. Note a diferença entre as respostas
às perguntas abaixo:
O
que posso fazer para relaxar?
Como
posso respirar de forma a relaxar?
Que
estratégia da seção Meditação & Relaxamento posso executar nos
próximos 5 minutos?
Note
também a diferença entre fazer perguntas objetivas ou interpretar a
situação:
Que
problemão este!
Droga,
que foi que eu fiz para entrar nesta!?...
Que
limonada posso fazer com este limão? (combinando com uma metáfora)
O
que posso aprender com esta experiência?
O
que vou fazer para sair fortalecido desta situação?
Como
posso lidar com esta situação de forma a me sentir agradecido depois por
ela ter ocorrido?
E
se alguma pergunta não provocar soluções, bem, você sempre poderá
buscar outra melhor. Sem falar nas meta-perguntas (perguntas sobre
perguntas), do tipo: