Em um treinamento, formamos duplas. Sentados, A fazia
um relaxamento, após o que B dizia o nome, idade, sexo e endereço de
um seu conhecido mas não conhecido de A. Este deveria falar o que
viesse à mente sobre a pessoa.
Na minha vez, mesmo meio cético, acertei características
como compleição, cabelo, um carro desproporcional (era um carro
pequeno para um homem corpulento) e o tipo de relacionamento entre B e a
pessoa. Errei a cor do carro e outras, mas o que acertei era muito mais
do que poderia esperar, ainda mais em uma primeira vez. O resultado da
minha parceira foi semelhante.
Na discussão geral que se seguiu, houve pessoas que
relataram ter acertado literalmente tudo, inclusive doenças. Talvez
querendo escapar da mudança de paradigma, perguntei para a turma (50
pessoas) quantos tinham errado tudo. Apenas uma pessoa se manifestou.