Como os médicos convencionais
vêm os novos paradigmas
O que acontece agora em todos os ramos da medicina é que o corpo saudável vem demonstrando maior poder de recuperação e versatilidade do que se
suspeitava. Enquanto a faculdade de medicina ensina que o micróbio A causa a doença B e é tratada pela droga C, a natureza parece achar que essa é apenas uma opção entre
muitas. O enfoque mental no tratamento do câncer, por exemplo, seria ridicularizado há uma
década. Mas as pessoas parecem capazes de participar de seu tratamento de câncer e até controlar o curso da
doença, usando os pensamentos. Em 1971, o Dr. O. Carl Simonton, radiologista da Universidade do Texas, conheceu um homem de 61 anos que sofria de câncer na
garganta. A doença já progredira muito e ele mal conseguia engolir, chegando a pesar 42
quilos.
O prognóstico de seu caso não só era extremamente ruim - os médicos lhe davam apenas 5 por cento de chance de sobrevivência de cinco anos após o tratamento -
como, por outro lado, o paciente estava tão debilitado que provavelmente não corresponderia às radiações - a terapia normal em seu
caso. Levado pelo desespero e, além disso, curioso em tentar um enfoque
psicológico, o Dr. Simonton sugeriu a seu paciente que ampliasse a ação das radiações por meio da prática de
visualização. Ele foi ensinado a visualizar seu câncer o mais vividamente
possível. Depois, pediram-lhe que visualizasse seu sistema imunológico sob qualquer imagem que
desejasse, “vendo” as células brancas do sangue atacarem com sucesso as células cancerosas e as expulsarem do
corpo, deixando restar apenas as saudáveis.
O homem disse que visualizou suas células imunológicas como se fossem uma névoa de partículas brancas cobrindo o tumor, assim como a neve cobre uma rocha
escura. O Dr. Simonton aconselhou-o a ir para casa e repetir essa visualização várias vezes por
dia. O homem concordou, e logo seu tumor pareceu regredir. Em poucas
semanas, estava visivelmente menor, e a resposta do paciente às
radiações, quase livre de efeitos colaterais; depois de dois meses o tumor havia
desaparecido.
Naturalmente, o Dr. Sirmonton ficou surpreso e confuso, embora exultante, por ter a abordagem psicológica se revelado tão poderosa. Como um pensamento consegue derrotar uma célula cancerosa? Na verdade, esse mecanismo era totalmente desconhecido, já que a complexidade desnorteante dos sistemas imunológico e nervoso, evidentemente envolvidos no caso, continuava um mistério. O paciente, por sua vez, aceitou a cura sem grande surpresa. Contou ao Dr. Sirnonton que sofria de artrite nas pernas e que não conseguia pescar no rio, como gostava. Tendo se livrado do câncer, porque não poderia acabar com a artrite por meio de visualizações? Poucas semanas depois, foi exatamente o que aconteceu. O homem ficou livre do câncer e da artrite, durante os seis anos em que continuou sob controle.
Esse
caso, agora famoso, passou a representar um marco da medicina mente-corpo, mas infelizmente essa não é a história
toda. A terapia de visualização do dr. Sirnonton (que passou a abranger um programa maior
mente-corpo) ainda não inspira confiança na cura do câncer. Uma de minhas pacientes foi bem-sucedida e, ao que
parece, curou um câncer no seio, mas empregou a técnica por conta
própria, sem assistência médica constante. Levantamentos estatísticos a longo
prazo, no entanto, levam-nos a questionar se esses resultados esporádicos são superiores aos do tratamento
convencional. Atualmente, a terapia convencional apresenta grande vantagem. Se, por
exemplo, uma mulher com câncer no seio o descobrir enquanto for bem pequeno e
localizado, a chance de se curar ultrapassa os 90 por cento (uma ‘’cura’’ significa a sobrevivência de três
anos, no mínimo, sem a volta da doença). Em comparação, os casos de recuperações
espontâneas, numa estimativa mais generosa, seriam bem inferiores a um décimo de 1 por cento. Até que terapia mental e outras alternativas ultrapassem as radiações e a
quimioterapia, não serão os tratamentos preferidos. Mesmo que os pacientes desejem tais
enfoques, a maioria dos médicos ainda os teme e não confia neles.