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NOVOS PARADIGMAS

A mente afeta as cartas?

É possível decidir vencer

Nas férias, hospedado em uma pousada, jogávamos gamão todos os dias. Ganhei a maioria das partidas, e quando perdia, era por pouco. Qual não foi a minha surpresa quando, ao jogar com o dono da pousada, perdi todas (3 partidas), sempre no sufoco, lutando para não levar um backgammon, a pior vergonha do jogador de gamão. Os pontos dos dados pareciam sair do jeito que ele queria, enquanto que para mim nunca sorriam. No final ele disse, meio que se desculpando: "É que eu joguei para ganhar".

Achei que havia algo errado. Onde estava a lei das probabilidades? Lembrei-me de algo que meu parceiro dissera, que era uma pessoa de acreditar muito em que podia fazer as coisas. Eu ouvira vários casos dele, de resolver todo tipo de problema, inclusive costurar cortes em pessoas (o lugar não tinha médico). Fiquei com esse episódio na cabeça.

Outro dia, já de volta, jogava truco no clube. Para você que não conhece, para ganhar uma queda de truco deve-se ganhar dois jogos em no máximo três, de 12 pontos cada um. As cartas têm valor sobre outras, e há quatro cartas maiores, chamadas "manilhas". Meu parceiro e eu tínhamos perdido o primeiro jogo e estávamos perdendo o segundo, quase dando lugar à próxima dupla.

Um dos meus adversários, que eu conhecera no dia, estava incomodando com seus comentários e eu me irritei, estava jogando descontraidamente. Lembrei-me da experiëncia do gamão e pensei: "Será que consigo fazer  o mesmo?". Meio que por vingança, resolvi "jogar para ganhar". Decidi adotar internamente uma atitude de "já ganhei", a melhor que podia, já que não tinha certeza de como fazer.

47A.gif (6048 bytes)O que se seguiu foi fantástico. Primeiro, ganhamos o jogo quase perdido, forçando a melhor de três. Nesta, o jogo ficou 11 a 11. Era a última mão e quem ganhasse, levava. O adversário "incômodo" deu as cartas, três para cada. Ao olhar as minhas, quase que não acreditei: eu estava com as três maiores cartas do truco (zap, 7 de copas e espadilha), sendo que para ganhar bastavam as duas maiores. Fiquei eufórico, não só porque ganhara a queda, como também por ter funcionado minha estratégia. E para eliminar qualquer possibilidade de coincidência, meu parceiro estava com a quarta maior carta, o 7 de ouros!

Depois disto ainda ganhamos facilmente das duas duplas que se seguiram. E desta vez eu é que estava diante de adversários reclamando que nada dava certo!

Virgílio Vasconcelos Vilela

(Comentário: Você pode estar questionando se as experiências foram suficientes para mudar uma crença. A princípio, acreditar que se pode influenciar algo "mentalmente" faz parte da nossa cultura, como por exemplo as ações de "torcer" por um time ou atleta e rezar para conseguir algo ou por alguém. Além disso, e baseado nas aplicações dessa crença que se seguiram às experiências descritas acima, a atitude de agir "como se fosse" me despertam idéias, comportamentos e emoções que me conduzem à direção desejada. Face a isto, realmente não estou me importando se é "verdade" ou não, já que os benefícios têm sido imensos e empolgantes).

 

DEPOIMENTOS

"O poder do condicionamento é incrível. Colocando nosso corpo e nossa mente em sintonia, podemos realizar qualquer façanha. É muito bom termos exemplos assim, pois ativam a nossa curiosidade em aplicar a mesma coisa. É extremamente curioso."

Saulo Tonini

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