Metodologia sobre mente e inteligência com ampla
aplicabilidade
Você certamente já ouviu falar de muitos modelos,
psicologias e metodologias relacionados à mente: tem Freud, Jung, Reich,
Adler, Piaget, Grof e
tantos outros. Tem a Inteligência Emocional, Inteligências Múltiplas,
Inteligência Multifocal, Emotologia, Condicionamento Neuro-Associativo,
isso para não mencionar as que não foram batizadas. E por falar em multiplicidade, você
sabe a diferença entre Psicologia e Psiquiatria? Pois é, nem a ciência
acadêmica está integrada nesse aspecto. Todas tem em comum o propósito
de fornecer conhecimentos sobre a mente para obter resultados
pessoais, seja com enfoque de problema, como terapia, seja com um
enfoque mais generativo.
A PNL já foi descrita de várias maneiras; nós preferimos
entender que a PNL é uma metodologia de inteligência. Também tem
princípios sobre a mente, também tem procedimentos terapêuticos, mas a PNL tem
elementos muito mais próximos de algo que podemos verificar por nós mesmos,
muito mais próximos do nível concreto. Você talvez nunca tenha visto, ouvido ou
sentido um "id" ou uma "anima", mas certamente pode comprovar por si mesmo
quando está gerando uma imagem interna ou ouvindo uma voz vindo lá de dentro
dizendo o que você fez de errado. A PNL usa nossas capacidades naturais, como a
de imaginar, para obter resultados precisos, bem definidos no que se refere à
mente, e em muitos casos com efeitos comprovados no nível físico.
Há outras diferenças entre a PNL e "as outras".
Como convém a uma metodologia, a PNL tem seus conceitos e princípios
fundamentais bem definidos, sendo bastante estruturada. Também são bem
trabalhados os objetivos a serem atingidos, o que torna o trabalho verificável:
se você for a um terapeuta que usa (bem) PNL, uma das primeiras etapas é definir
quais objetivos serão trabalhados.
O resultado é que os recursos e métodos da PNL têm sido usados em terapia, ensino,
aprendizagem, comunicação e relacionamento, vendas e inúmeras outras áreas (mais
na seção Aplicabilidade). Uma interessante linha possibilitada pela PNL é a
modelagem de habilidades de pessoas competentes e seu ensino a outros. Este site
tem por base a PNL, embora isso quase sempre não seja tornado evidente devido ao
público-alvo a que se destina.
Nesta matéria você terá a oportunidade de conhecer um pouco da
história da PNL, sua ampla aplicabilidade, obter indicações para saber e
aprender mais e, no final, uma perspectiva crítica que convém ter em mente ao
buscar esse caminho.
Extraído
do livro:
PNL – A Nova
Tecnologia do Sucesso - Steve Andreas e Charles Faulkner -
Equipe de Treinamento da NLP Comprehensive - Editora Campus
A história da PNL é a história de uma sociedade improvável
que criou uma inesperada sinergia que resultou em um mundo de mudanças. No início
dos anos 70, o futuro co-fundador da PNL, Richard Bandler, estudava matemática
na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. No princípio, ele passava a
maior parte do seu tempo estudando computação. Inspirado por um amigo de família
que conhecia vários dos terapeutas inovadores da época, ele resolveu cursar
psicologia. Após estudar cuidadosamente alguns desses famosos terapeutas,
Richard descobriu que, repetindo totalmente os padrões pessoais de
comportamento deles, poderia conseguir resultados positivos similares com outras
pessoas. Essa descoberta se tornou a base para a abordagem inicial de PNL
conhecida como Modelagem da Excelência Humana. Depois, ele encontrou outro
co-fundador da PNL, o Dr. John Grinder, professor adjunto de lingüística. A
carreira de John Grinder era tão singular quanto a de Richard. Sua capacidade
para aprender línguas rapidamente, adquirir sotaques e assimilar comportamentos
tinha sido aprimorada na Força Especial do Exército Americano na Europa nos
anos 60 e depois quando membro dos serviços de inteligência em operação na
Europa. O interesse de John pela psicologia alinhava-se com o objetivo básico
da lingüística - revelar a gramática oculta de pensamento e ação.
Descobrindo a semelhança de seus interesses, eles
decidiram combinar os respectivos conhecimentos de computação e lingüística,
junto com a habilidade para copiar comportamentos não-verbais, com o intuito de
desenvolver uma "linguagem de mudança".
No começo, nas noites de terça-feira, Richard Bandler
conduzia um grupo de terapia Gestalt formado por estudantes e membros da
comunidade local. Ele usava como modelo o seu fundador iconoclasta, o psiquiatra
alemão Fritz Perls. Para imitar o dr. Perls, Richard chegou a deixar crescer a
barba, fumar um cigarro atrás do outro e falar inglês com sotaque alemão. Nas
noites de quinta-feira, Grinder conduzia um outro grupo usando os modelos
verbais e não-verbais do dr. Perls que vira e ouvira Richard usar na terça.
Sistematicamente, eles começaram a omitir o que achavam ser comportamentos
irrelevantes (o sotaque alemão, o hábito de fumar) até descobrirem a essência
das técnicas de Perls - o que fazia Perls ser diferente de outros terapeutas
menos eficazes. Haviam iniciado a disciplina de Modelagem da Excelência Humana.
Encorajados por seus sucessos, eles passaram a estudar um
dos grandes fundadores da terapia de família, Virginia Satir, e o filósofo
inovador e pensador de sistemas, Gregory Bateson. Richard reuniu suas constatações
originais na sua tese de mestrado, publicada mais tarde como o primeiro volume
do livro A Estrutura da Magia. Bandler e Grinder tinham se tornado uma equipe, e
as suas pesquisas continuaram a ser feitas com determinação.
O que os diferenciava de muitas escolas de pensamento
psicológico alternativo, cada vez mais numerosas na Califórnia naquela época,
era a busca da essência da mudança. Quando Bandler e Grinder começaram a
estudar pessoas com dificuldades variadas, observaram que todas as que sofriam
de fobias pensavam no objeto de seu medo como se estivessem passando por aquela
experiência no momento. Quando estudaram pessoas que já haviam se livrado de
fobias, eles viram que todas elas agora pensavam nesta experiência de medo como
se a tivessem vendo acontecer com outra pessoa, semelhante a observar um parque
de diversões à distância. Com esta descoberta simples, mas profunda, Bandler
e Grinder decidiram ensinar sistematicamente pessoas fóbicas a experimentarem
seus medos como se estivessem observando suas fobias acontecerem com uma outra
pessoa à distância. As sensações fóbicas desapareceram instantaneamente.
Uma descoberta fundamental da PNL havia sido feita. Como as pessoas pensam a
respeito de uma coisa faz uma diferença enorme na maneira como elas irão
vivenciá-la.
Ao buscar a essência da mudança nos melhores mestres
que puderam encontrar, Bandler e Grinder questionaram o que mudar primeiro, o
que era mais importante mudar, e por onde seria mais importante começar. Por
sua habilidade e crescente reputação, rapidamente conseguiram ser apresentados
a alguns dos maiores exemplos de excelência humana no mundo, incluindo o Doutor
Milton H. Erickson, M.D., fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, e
amplamente reconhecido como o mais notável hipnotizador do mundo.
O Dr. Erickson era uma pessoa tão excêntrica quanto
Bandler e Grinder. Jovem e robusto fazendeiro de Wisconsin, na década de 1920,
ele foi atacado pela poliomielite aos dezoito anos. Incapaz de respirar sozinho,
ele passou mais de um ano deitado dentro de um pulmão de aço na cozinha da sua
casa. Embora para uma outra pessoa qualquer isso pudesse ter significado uma
sentença de prisão, Erickson era fascinado pelo comportamento humano e se
distraía observando como a família e os amigos reagiam uns aos outros,
consciente e inconscientemente. Ele construía comentários que provocariam
respostas imediatas ou retardadas nas pessoas a sua volta, o tempo todo
aprimorando a sua capacidade de observação e de linguagem.
Recuperando-se o suficiente para sair do pulmão de aço,
ele reaprendeu a andar sozinho, observando sua irmãzinha dar os primeiros
passos. Embora continuasse precisando de muletas, participou de uma corrida de
canoagem antes de partir para a faculdade, onde acabou se formando em medicina e
depois em psicologia. Suas experiências e provações pessoais anteriores o
deixaram muito sensível à sutil influência da linguagem e do comportamento.
Ainda estudando medicina, ele começou a se interessar muito por hipnose, indo
mais além da simples observação de pêndulos e das monótonas sugestões de
sonolência. Ele observou que seus pacientes, ao lembrarem de certos pensamentos
ou sensações, entravam naturalmente em um breve estado semelhante a um transe
e que esses pensamentos e sensações poderiam ser usados para induzir estados
hipnóticos. Mais velho, ele se tornou conhecido como o mestre da hipnose
indireta, um homem que podia induzir um transe profundo apenas contando histórias.
Na década de 1970, o Dr. Erickson já era muito
conhecido entre os profissionais da medicina e era até assunto de vários
livros, mas poucos alunos seus conseguiam reproduzir seu trabalho ou repetir
seus resultados. Dr. Erickson freqüentemente era chamado de "curandeiro
ferido", visto que muitos colegas seus achavam que seus sofrimentos
pessoais eram responsáveis por ele ter se tornado um terapeuta habilidoso e
famoso mundialmente.
Quando Richard Bandler ligou pedindo uma entrevista,
aconteceu de o Dr. Erickson atender, pessoalmente, o telefone. Embora Bandler e
Grinder fossem recomendados por Gregory Bateson, Erickson respondeu que era um
homem muito ocupado. Bandler reagiu dizendo, "Algumas pessoas, Dr.
Erickson, sabem como achar tempo", enfatizando bem "Dr. Erickson"
e as duas últimas palavras. A resposta foi, "Venha quando quiser",
enfatizando também as duas últimas palavras em especial. Embora, aos olhos do
Dr. Erickson, a falta de um diploma de psicologia fosse uma desvantagem para
Bandler e Grinder, o fato de esses dois jovens talvez serem capazes de descobrir
o que tantos outros não haviam percebido o deixou intrigado. Afinal de contas,
um deles havia acabado de falar com ele usando uma de suas próprias descobertas
de linguagem hipnótica, hoje conhecida como um comando embutido. Ao enfatizar
as palavras "Dr. Erickson, achar tempo", ele havia criado uma frase
separada dentro de uma outra maior que teve o efeito de um comando hipnótico.
Bandler e Grinder chegaram no consultório/casa do Dr.
Erickson em Phoenix, no Arizona, para aplicar suas técnicas de modelagem,
recentemente desenvolvidas, ao trabalho do talentoso hipnotizador. A combinação
das legendárias técnicas de hipnotização do Dr. Erickson e as técnicas de
modelagem de Bandler e Grinder forneceram a base para uma explosão de novas técnicas
terapêuticas. O trabalho deles junto com o Dr. Erickson confirmou que haviam
encontrado uma forma de compreender e reproduzir a excelência humana.
Nesta época, as turmas da faculdade e os grupos noturnos
conduzidos por Grinder e Bandler estavam atraindo um número crescente de alunos
ansiosos por aprenderem esta nova tecnologia de mudança. Nos anos seguintes, vários
deles, inclusive Leslie Cameron-Bandler, Judith DeLozier, Robert Dilts e David
Gordon dariam importantes contribuições próprias. Oralmente, esta nova
abordagem de comunicação e mudança começou a se espalhar por todo o país.
Steve Andreas, na época um conhecido terapeuta da Gestalt, deixou de lado o que
estava fazendo para estudá-la. Rapidamente, ele decidiu que a PNL era uma
novidade tão importante que, junto com a mulher e sócia, Connirae Andreas,
gravou os seminários de Bandler e Grinder e os transcreveu em vários livros. O
primeiro, Sapos em Príncipes, se tornaria o primeiro best-seller sobre PNL. Em
1979, um extenso artigo sobre PNL foi publicado na revista Psychology Today,
intitulado "People Who Read People". A PNL deslanchava.
Hoje, a PNL é a essência de muitas abordagens para a
comunicação e para a mudança. Popularizada por Anthony Robbins, John Bradshaw
e outros, partículas de PNL se inseriram nos treinamentos de vendas, seminários
sobre comunicação, salas de aula e conversas. Quando alguém fala de Modelagem
da Excelência Humana, ficar em forma, criar rapport, criar um futuro atraente
ou quão "visual" é, está usando conceitos da PNL. Estamos
encantados que a PNL esteja finalmente se tornando mais conhecida. O fato é
que, um pouco de conhecimento pode ser perigoso, ou pode não significar nada.
Saber sobre a Modelagem da Excelência Humana é muito diferente do que ser
capaz de fazer isso. Saber um pouquinho de PNL é diferente de ter a chance de
fazê-la sua. É por isso que escrevemos este livro.
O que é a PNL
"'Neuro' (derivado do grego
neuron para
nervo) representa o princípio fundamental de que todo comportamento é o
resultado de processos neurológicos. 'Lingüística' (derivado do latim lingua
que significa linguagem) indica que processos neurais são representados,
organizados e seqüenciados em modelos e estratégias através da linguagem e
sistemas de comunicação. ''Programação' refere-se ao processo de organizar
os componentes de um sistema (representações sensoriais neste caso) para alcançar
resultados específicos". (Dilts, Grinder, Bandler e DeLozier,
Neuro-linguistic Programming Vol. I).
"A PNL é uma ferramenta educacional, não uma forma
de terapia. Nós ensinamos às pessoas algumas coisas sobre como seus cérebros
funcionam e elas usam esta informação para mudar." (Richard Bandler)
"A PNL é prática. Trata-se de um conjunto de
modelos, habilidades e técnicas que nos permitem pensar e agir com mais eficiência
no mundo. O objetivo da PNL é ser útil, oferecer mais opções de escolha e
melhorar a qualidade de vida. As perguntas mais importantes deste livro são:
'Ele é útil? Dá resultados?'. Descubra o que é útil e o que funciona através
da experiência. E, o que é mais importante, descubra o que não funciona e
modifique-o até que dê resultado. Esse é o espírito da PNL." (O'Connor
e Seymour, Introdução à PNL).
"A Programação Neurolingüística é a arte e a ciência
da excelência, ou seja, das qualidades pessoais. É arte porque cada pessoa
imprime sua personalidade e seu estilo àquilo que faz, algo que jamais pode ser
apreendido através de palavras e técnicas. E é ciência porque utiliza um método
e um processo para determinar os padrões que as pessoas usam para obter
resultados excepcionais naquilo que fazem. Esse processo chama-se modelagem, e
os padrões, habilidades e técnicas descobertos através dele estão sendo cada
vez mais usados em terapia, no campo da educação e profissional, para criar um
nível de comunicação mais eficaz, um melhor desenvolvimento pessoal e uma
aprendizagem mais rápida.
Você já fez algo com tal eficiência a ponto de ficar
impressionado? Já lhe aconteceu de se admirar do que fez e ficar pensando como
conseguiu aquilo? A Programação Neurolingüística nos ensina a entender e a
modelar nossos sucessos, para que possamos repeti-los." (idem)
"A Programação Neurolingüística é a disciplina
cujo domínio é a estrutura da experiência subjetiva. Ela não tem compromisso
com a teoria, mas ao contrário tem as características de um modelo – um
conjunto de procedimentos cuja utilidade, e não veracidade, é a medida do seu
valor. A PNL apresenta ferramentas específicas que podem ser aplicadas
efetivamente em qualquer interação humana. Ela oferece técnicas específicas
por meio das quais um praticante pode organizar e reorganizar de forma útil sua
experiência ou a experiência de outra pessoa para definir e subseqüentemente
assegurar qualquer resultado comportamental". (Dilts, Grinder, Bandler e
DeLozier, Neuro-linguistic Programming Vol. I).
Aplicabilidade
Os inúmeros modelos de PNL desenvolvidos até o momento
permitiram, entre outros resultados:
1. Cura rápida de fobia (até 10 minutos).
2. Cura rápida de vícios e maus hábitos, como tabagismo e roer unhas.
3. Modelagem de estratégias e capacidades de pessoas e ensino a outras, incluindo:
- Decisão
- Aprendizagem
- Leitura
- Memorização
- Motivação
- Vendas
- Estabelecimento de empatia com as pessoas
Robert Dilts modelou as estratégias
de criatividade de grandes gênios como Einstein, Mozart, Leonardo da Vinci,
Nikola Tesla, Walt Disney e até Sherlock Holmes, publicando-as nos três
volumes de A Estratégia da Genialidade (traduzidos: Vol.
I: Aristóteles, Sherlock Holmes, Walt Disney, Mozart e Vol.
II: Einstein). Usando técnicas de PNL, você também
pode modelar as estratégias de alguém que conheça.
4. Resolução de conflitos.
5. Cura de traumas intensos, como de estupro.
6. Cura de alergia sem medicamentos.
7. Cura de câncer (contada por Robert Dilts no livro Crenças).
8. Mudança de crenças e convicções limitantes.
9. Aperfeiçoamento de estratégias de definição de objetivos e aumento da
flexibilidade de comportamento para atingi-los.
10. Aperfeiçoamento do uso da linguagem na comunicação e na representação
de informações.
11. Padronização da hipnose para uso prático, voltado para resultados.
Vocè pode ter uma idéia ainda melhor da aplicabilidade da PNL
conhecendo os temas tratados no III Congresso Latino-Americano de Programação Neurolingüística,
de 2005
(segundo a divulgação, a lista é parcial):
PNL na Empresa e nos Negócios
PNL aplicada em Negociação e Vendas
PNL como ferramenta de Coaching
PNL aplicada à Aprendizagem
PNL na Educação
PNL na Escola Pública
Projeto da PNL para Professores
PNL na Comunicação e no Relacionamento
PNL no Marketing
PNL na Mediação
PNL e a Espiritualidade
PNL aplicada à Liderança
PNL e a Modelagem
PNL e a Constelação Sistêmica Familiar e Organizacional
PNL aplicada à Resolução de Conflitos
PNL e a Terapia da Linha do Tempo
PNL aplicada à Saúde
PNL e o Xamanismo
PNL e a Neurociência
PNL aplicada à Motivação
PNL aplicada à Auto-Estima
PNL para Gerentes
PNL para Gerentes de Banco
PNL e os Níveis Neurológicos da Consciência
PNL e Noologia
PNL no Treinamento Esportivo
PNL no Tratamento do Tabagismo
PNL na Terapia
PNL e a Hipnose
PNL na Prevenção de Acidentes
PNL e a Biodança
PhotoReading - Aprendizagem Acelerada pela Leitura
PNL e Emotologia
PNL aplicada à Timidez
PNL aplicada ao Stress e à Qualidade de Vida
Papéis e oportunidades
O que alguém pode "ser" no universo da PNL (os
papéis descritos não esgotam todas as possibilidades):
Praticante
Usa modelos e técnicas da PNL para solução de problemas e para
apoiar
propósitos pessoais. Praticantes podem ser alunos, professores, líderes,
praticamente qualquer pessoa.
Terapeuta
Independentemente da modalidade terapêutica, a PNL ou parte
dela pode ser incorporada ao repertório de opções de praticamente qualquer
terapeuta. Outros profissionais médicos também podem enriquecer-se com técnicas
de comunicação e ajuste de estado de pacientes, por exemplo com hipnose
ericksoniana.
Paciente
Alguém que usa dos serviços de um terapeuta que adota PNL.
Coach
Ou Personal Coach. Uma espécie de personal trainer que usa a
PNL para aconselhamento e direcionamento individual.
Instrutor
Ministra cursos de PNL e para formação de instrutores.
"Anjo"
Alguns cursos facultam a ex-alunos serem assistentes ou
monitores de turmas, às vezes chamados de "anjos". É uma boa oportunidade de
aprender e praticar.
Aventureiro
Muita gente faz um curso inicial e se dispõe a aplicar PNL com
outras pessoas, tipo aquele piloto que tirou brevê de teco-teco e se sentiu
capaz de pilotar qualquer avião. Bem, se você for se aventurar, lembre-se que um
Boeing não é um teco-teco.
Editor de livros
A bibliografia de PNL em português é vasta, mas há títulos
básicos que não foram ainda traduzidos, como Neurolinguistic Programming vol.
I. Há muita repetição de conteúdo na área.
Suas
primeiras experiências com a PNL
Para ter uma pequena "prova", um gostinho
inicial da PNL, você pode fazer o descrito a seguir. Se puder fazê-lo com vagar,
em um local tranqüilo, talvez fazendo uma vez só para ver como é para depois
fazer pra valer, melhor.
Pense em uma experiência agradável como se fosse um
filme. Talvez queira fechar os olhos para fazer melhor. Você se vê lá nas
cenas, a experiência acontece quase como se fosse com outra pessoa. Agora entre
no filme. Veja o que estava vendo, ouça o que estava ouvindo, sinta como
acontecendo agora. Alguma diferença?
Abra os olhos e olhe em volta para apagar sua tela
mental. Agora pense em um inseto, como uma aranha ou formiga. Aumente seu
tamanho, ponha cores reais nesta imaginação. Aumente ainda mais o tamanho.
Alguma diferença? Agora diga para si mesmo: "Isto é uma ilusão".
Muda algo? Faça o inseto voltar ao normal e afaste-o ou simplesmente apague-o.
Você teve oportunidade de entrar em contato com alguns
de seus processos internos. Esses processos estão relacionados aos sentidos:
vemos, ouvimos, sentimos e falamos com nós mesmos (diálogo interno). Ao
visualizar internamente, podemos estar lembrando ou construindo imagens, o mesmo
ocorrendo com os sons. Um dos recursos mais usados em PNL é a descoberta da
relação entre processos internos de uma pessoa e o movimento dos olhos. A
indicação externa do que estamos fazendo é a posição dos olhos.
Tipicamente, ao construirmos imagens, movemos os olhos para o alto, à direita.
Ao captar uma sensação, tipicamente olhamos para baixo, à direita. Veja na
figura a posição dos olhos correspondente a cada tipo de acesso. (AR
– auditivo recordado; VC – visual construído; C – cinestésico
ou sensação, às vezes representado por K, e assim por diante). Estas posições
correspondem ao padrão de aproximadamente 90% das pessoas, e nas demais
aparecem invertidos lateralmente.
Para verificar esses padrões, peça para alguém
responder às perguntas abaixo e observe seus olhos.
a) Visual recordado – De que cor é a porta da frente da sua casa
ou seu apartamento? De que cor são os olhos da sua mãe? Qual a altura do edifício
onde você mora?
b) Visual construído – Como você se pareceria, do meu ponto de
vista? Como você ficaria de cabelo roxo? Em um mapa de cabeça para baixo, em
que direção ficaria o Sul?
c) Auditivo recordado – Qual é o seu tipo preferido de música?
Como seria sua voz debaixo d'água? Qual seria o som de uma serra elétrica
cortando uma chapa de aço?
d) Auditivo construído – Você consegue ouvir um papagaio dizendo
seu nome carinhosamente no seu ouvido direito? E no esquerdo? Como é apertar
uma tecla de um piano e ouvir um latido?
e) Cinestésico – Qual é a sensação da água no seu corpo quando
você nada? Como é a sensação de apertar o dedo na porta? Como é o pelo de
um gato? Qual de suas mãos neste momento tem mais sensações?
f) Diálogo interno (auditivo digital) – Em que tom de voz você
diz algo a si mesmo quando verifica que fez um bom trabalho? O que diz para si
mesmo quando algo dá errado? Quando fala consigo mesmo, de onde vem o som?
Os sinais visuais e outros, chamados pistas de acesso, são
usados por exemplo para se detectar o que uma pessoa está fazendo e no que ela
está prestando atenção, ou seja, as estratégias de pensamento que ela está
aplicando.
Esses pequenos experimentos evidenciam o campo de
trabalho da PNL, que é a sua experiência subjetiva, o seu mundo interior, com
toda a riqueza e potencial em boa parte inexplorados. Diferenças fundamentais
da PNL para outras disciplinas e metodologias são a visão da mente como
constituída de processos em andamento, nos quais se pode intervir, a integração
corpo-mente e uma abordagem sistêmica e ecológica, em que há um profundo
respeito aos objetivos das pessoas e às suas crenças. Neste contexto, a PNL se insere justamente como uma atitude e uma
ferramenta para apoiar as pessoas na definição e consecução de seus próprios
objetivos.
Formação
A formação em PNL é constituída basicamente de três cursos:
- Practitioner (praticante) - inicial, focado em aplicação
pessoal de PNL.
- Master Practitioner - para aplicação em outras pessoas.
- Trainer (instrutoria) - formação de instrutores
Podem ser encontrados também o Trainer Trainer (formação de
instrutores) e o mais recente Pós-Trainer.
Também há cursos de aplicação, como para definição de
objetivos, auto-estima e para professores. Para ver mais opções, consulte o site
da SBPNL (www.pnl.com.br).
Embora haja uma estrutura, não há rigidez, e você pode
encontrar outros formatos, como Básico e Intermediário.
Divulgação de PNL: livros, artigos, links, forum, cursos,
profissionais e mais.
Um excelente local para obter informações, discutir soluções e conversar
sobre PNL.
Existem muitas instituições e
pessoas ministrando treinamentos de PNL. Não os conhecendo, preferimos não
indicá-los.
Perspectiva crítica
Peter Senge tem uma frase clássica para preparar pessoas para
o Pensamento Sistêmico: "Antes de melhorar, piora". Ele alude ao fato de muitas
vezes, quando aprendemos novas formas de enxergar e pensar o mundo, como o PS e
a PNL, há o risco de descobrirmos problemas onde antes não "existiam". Achamos
que quem envereda pelo caminho da PNL deve se preparar para isso: de repente
você pode descobrir que está usando a linguagem de maneira pobre e pouco
objetiva, que perdeu oportunidades, que foi co-responsável onde antes achava que
era só o outro, enfim, que vários dos problemas foram causados pelas suas
próprias limitações. Isso não chega a preocupar, já que você só estará
enxergando assim porque tem em mãos as opções para lidar com o que enxerga.
Um outro aspecto é que, sendo uma metodologia, a PNL está sujeita aos riscos de
qualquer metodologia. Um que costuma causar danos é a
aplicação deficiente da metodologia. Como em toda profissão, há melhores e piores alunos
que se tornam piores e melhores profissionais. É comum se ver pessoas aplicando
ótimas metodologias de maneira superficial ou mesmo errada, o que obviamente
prejudica os resultados. Quanto maior o poder, maiores os riscos. Pessoalmente,
tivemos contato com uma pessoa que resolveu um problema de depressão, mas nunca
mais quis saber da PNL. Também conhecemos um dentista que usava o consultório
para fazer psicologia com PNL. Um agravante é que os treinamentos de PNL não
fazem avaliações e não se pode simplesmente garantir que alguém é competente só
porque fez um treinamento, nem mesmo no exterior.
Além disso, e como a PNL tem muito conteúdo, alguns
treinamentos muitas vezes sobrecarregam os alunos com 120 horas de novidades.
Como a PNL tem coisas muito novas para a maioria de nós, achamos que os cursos
extensivos proporcionarão melhor rendimento.
O universo da PNL portanto é como qualquer outro: serão
encontrados bons profissionais e outros nem tanto, bons instrutores e outros
ruins mesmo. O fato de um terapeuta (por exemplo) não usar PNL não significa que
ele é menos competente, assim como o fato de um terapeuta usar PNL não significa
que ele é mais competente. Cada caso é um caso, e um bom profissional saberá
trabalhar sua própria credibilidade antes de buscar resultados.