Walt
Disney (1901-1966) criou um império de lazer que permanece, mais de três décadas
após sua morte. Além da Disneylândia e os estágios iniciais do Disney World,
produziu 497 filmes de curta metragem, 21 filmes de animação, 56 filmes de
longa metragem, 7 episódios de "A vida como ela é", 330 horas do
Mickey Mouse Club, 78 emissões de meia hora do Zorro e 330 horas de outros shows de televisão. Disney também foi responsável
por várias inovações empresariais e técnicas importantes no campo da
animação e do cinema em geral.
Disney
possuía uma capacidade excepcional, inerente aos gênios: pegar algo que existe
apenas na imaginação e dar a este algo uma existência física que influencia
de maneira positiva a experiência das pessoas. E o que tornou isto possível?
Walt Disney usava uma estratégia bem definida para conseguir o que queria. Era
como se fossem três Disneys diferentes. O sonhador tinha toda a
liberdade de usar a imaginação. O realista era o tradutor das fantasias
em forma tangível. E o crítico aplicava o julgamento. O sonho elaborado
pelo sonhador era passado ao realista, cuja tarefa era segmentar o sonho em
partes administráveis e executáveis. O crítico então era acionado para
reconhecer o que estava bom e questionar o que não estava dentro dos critérios.
O sonhador passava então a elaborar novas idéias para atender os requisitos de
qualidade do
crítico e solucionar problemas identificados. O ciclo se repetia
até que todos estivessem satisfeitos.
Cada
personagem de Disney tinha seus próprios métodos e características. O
sonhador era livre e espontâneo. O realista era organizado e analítico, e
levava em conta recursos e limitações da realidade. Para o sonhador e o
realista era importante ter novas idéias, mas o mesmo não ocorria para o crítico,
cujo enfoque era a qualidade. Cada um trabalhava em salas diferentes, e até
suas posturas físicas eram distintas.
Walt
Disney mudou espetacularmente o mundo, e é curioso notar que tudo começou com
um rabisco que viria a ser o Mickey...