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CRIATIVIDADE

Incubação

Etapa fundamental da criatividade

Uma das etapas do processo de criatividade baseia-se no fato de que nossa mente trabalha idéias mesmo que não estejamos conscientes dela e que não estejamos buscando algo relacionado, em um dado momento. Uma evidência disso são aquelas idéias que surgem de repente, por vezes em situações em que preferiríamos que não aparecessem. 

Essa etapa é chamada muito propriamente de incubação. Robert B. Dilts, autor da PNL, referiu-se a esse processo como "gestação inconsciente". Paul McCartney disse uma vez que acordava com as músicas soando na cabeça. O inventor Lowell Noble (veja seu perfil nesta seção) usava a incubação como método de trabalho, alimentando a mente com informações, permitindo sua "digestão" durante a noite ao dormir e apenas aguardando os pensamentos que viriam na manhã seguinte. Há pessoas que andam com uma caderneta para poder registrar as idéias inesperadas.

No meu caso particular, as idéias costumam vir quando estou dirigindo e tudo está calmo lá fora. Também acordo quase todos os dias com boas idéias, e em alguns casos sei que sonhei com algo em que estou trabalhando, em particular para os assuntos mais "quentes", aqueles aos quais estive me dedicando. Uma situação curiosa em que quase sempre vêm ótimas inspirações é quando estou passeando com o cachorro. Não me pergunte o porquê...

Também um instrutor que tive tinha como regra passar por essa etapa. Ao montar um treinamento para uma empresa, por exemplo, ele se certificava de que teria tempo suficiente para planejar o treinamento e incubá-lo, aguardando as idéias resultantes.

Um dos princípios da incubação é que, durante seu período, não se busca conscientemente respostas ou idéias. Ela também sinaliza uma opção para aquelas situações em que não se está avançando; uma boa opção pode ser não persistir, mas sim deixar o que estamos fazendo de lado.

 No entanto, a incubação não é mágica, embora eu não exclua a possibilidade de ela o ser às vezes. Incubar em geral requer uma massa crítica mínima de conhecimentos, experiências e dedicação para ser fértil. É como plantar: tem que conhecer e preparar a terra, adubar, semear, regar e depois esperar os frutos, cuidando de vez em quando. Boa colheita!

Virgílio Vasconcelos Vilela

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