A diversão e riso são ingredientes importantes em
qualquer trabalho de mudança que você faz. (...) Eu trabalhei com um
menino de nove anos que tinha fobia de cobras. Ele estava brincando no
celeiro, levantou um punhado de feno e se viu segurando uma cobra. Sua
resposta para o incidente foi extrema e ele não dormiu uma só noite
nos dez meses que se seguiram ao incidente.
A
primeira coisa que fiz foi perguntar a ele onde achava que a cobra
estava agora. Eu mesmo respondi: "Provavelmente se escondendo em
seu buraco. Quando sua mãe pergunta a ela por que ela não vai para o
celeiro brincar, ela diz à mãe sobre o menino que a pegou, gritou com
ela e a jogou longe." Ele achou isto realmente engraçado e nós
rimos sobre o quão tola a serpente era. Então eu contei ele a história
de Jessica e seu monstro.
Ver o ocorrido do ponto de vista da serpente deu a ele
uma nova perspectiva. Nós brincamos sobre quem estava mais assustado,
ele ou a cobra. Se a cobra podia cometer aquele tipo de engano, então
ele também podia. A história da Jessica deu-lhe a idéia de que podia
controlar o processo que o estava apavorando, e certamente se alguém
pequeno de três anos podia fazer isto, um grande de nove anos como ele
podia também. As histórias e os risos tornaram mais fácil o resto do
trabalho, e ele conseguiu ir para casa e dormir a noite toda sem sonhar
com cobras.