Ela simplesmente não sabia
distinguir o imaginado do percebido
Havia
uma mulher que tinha o seguinte problema: quando ela pensava em algo,
poucos minutos depois ela não conseguia distinguir entre o que era
imaginação dela e o que havia realmente acontecido. Ela não sabia
dizer se aquela imagem sobre a qual estava pensando era algo que tinha
visto ou algo que tinha imaginado. Isto a fazia ficar confusa e a
assustava tanto quanto um filme de terror. Eu lhe disse que quando ela
imaginasse algo, colocasse uma moldura preta ao redor, para que, mais
tarde, ela pudesse ver que estas imagens eram diferentes das lembradas.
Ela experimentou e viu que dava certo – com exceção daquelas que
haviam sido imaginadas anteriormente. Mas, já era um bom começo.
Quando eu lhe disse exatamente o que ela deveria fazer, ela conseguiu
fazer com perfeição. A sua ficha no hospital tinha 15 centímetros de
altura, recheada com 12 anos de análises e descrições feitas pelos
psicólogos sobre sua deficiência. Eles estavam procurando o
"profundo significado interno".