Conduzi
há alguns anos um programa de Confirmação em Scottsdale, Arizona. No meio do
seminário, um homem levantou-se de um pulo e começou a cutucar as pessoas ao
redor com a mão, como se empunhasse uma faca, ao mesmo tempo em que berrava:
-
Estou apagando! Estou apagando!
Um
psiquiatra, sentado duas filas à sua frente, gritou:
-
Oh, não! Ele está tendo um colapso psicótico!
Por
sorte, não aceitei o rótulo do psiquiatra. Ainda não desenvolvera o conceito
de metáforas globais; fiz apenas o que melhor sabia fazer. Interrompi o padrão
do homem. Aproximei-me, e disse:
-
Então se acenda! Trate de se acender agora!
Ele
ficou aturdido por um momento. Parou o que fazia, e todos observaram, à espera
do que aconteceria em seguida. Em poucos segundos, o rosto e o corpo do homem
mudaram, ele passou a respirar de um modo diferente. Insisti:
-
Acenda-se todo.
Perguntei
depois como ele estava se sentindo, e a resposta foi:
-
Assim é muito melhor.
Mandei
que ele sentasse, e continuei com o seminário. Todos pareciam desconcertados, e
confesso que eu também me sentia um pouco surpreso pela manobra ter dado certo
com tanta facilidade. Dois dias depois, o homem me procurou e disse:
-
Não sei o que deu em mim, mas completei quarenta anos naquele dia, e de repente
me senti completamente perdido. Tive vontade de cutucar as pessoas, porque me
senti na escuridão, que ameaçava me apagar por completo. Mas quando você
disse para eu me acender, tudo se iluminou. E me senti todo diferente. Passei a
ter novos pensamentos, e hoje me sinto muito bem.